Olá!
É com um prazer muito grande que me coloco aqui em contato com vocês.
Meu objetivo é que a gente faça deste blog um espaço de conversarmos sobre o desenvolvimento de produtos alimentícios.
A área de Desenvolvimento de Produtos é - e deve ser considerada por todos - uma área estratégica dentro das empresas. Na maioria das vezes é onde se originam as novidades que puxam as vendas para cima e impulsionam as empresas para frente. Daí se explica a forte tendência que os profissionais da área têm em limitar a troca de informações sobre o trabalho que realizam. Esse forma de conduzir o trabalho em P&D pode ser necessária, mas nem sempre é a mais vantajosa.
Ao longo
de minha experiência profissional
em desenvolvimento de produtos pude perceber que quanto mais informações eu
trocava com as pessoas certas, menor era o tempo gasto para finalizar um
projeto e mais certeiro o resultado. E quando eu digo “pessoas certas” incluo
fornecedores, parceiros de empresas terceirizadoras e obviamente nossos colegas
de empresa, sejam eles de nossa equipe ou de áreas afins.
Iniciei
minha vida profissional na área de Engenharia de Alimentos em uma empresa que
tinha estruturado um laboratório de P&D, fazendo parte de uma pequena,
porém digna de ser chamada equipe de pesquisa e desenvolvimento de produtos.
Que escola! Lá fazíamos de tudo: análises sensoriais - desde o desenvolvimento
da equipe de provadores até as análises propriamente ditas - avaliação de
diferentes matérias-primas, desenvolvimento de formulações para novos produtos,
estruturação do SAC no início da vigência do Código de Defesa do Consumidor,
cuidávamos de assuntos regulatórios… Uma bela experiência! Até dentro de torre
de resfriamento eu entrei para simular a absorção de umidade em biscoitos em
ambiente de alta umidade relativa! (Lembra-se disso Chaw Chan Hua?rsrsrs)
Passei
também pela experiência de trabalhar numa das maiores multinacionais
mundiais começando lá sem ter essa
simples estrutura, tendo que fazer o desenvolvimento de produtos na própria
linha industrial. E agora mais recentemente passei pela experiência de
trabalhar em uma unidade de negócios que estava sendo montada a partir do zero, sem ter
estrutura nenhuma, tendo que criar e montar quase tudo e fazendo os desenvolvimentos de
produtos junto com os fornecedores e também nos terceirizadores. Foi uma
trajetória que fatalmente me levou a um caminho da abertura.
A
necessidade mostrou como a troca de informações pode trazer seus benefícios,
e me deu o privilégio de poder sentir o quanto isso pode ser interessante e
prazeroso. E é isso que eu desejo perpetuar por aqui.
Ciente da
importância da manutenção de informações estratégicas muito bem guardadas, não
pretendo aqui tratar de formulações de produtos, mas sim sobre formas de se
chegar a um bom resultado no desenvolvimento de um produto. Conto com vocês
para essa troca de experiências.
Como inspiração para nossos trabalhos, insiro aqui uma imagem que me encantou: uma escultura de açúcar feita pelo mestre confeiteiro francês Eric Lecoq, trazido pelo Senac para cursos e apresentações durante a FIPAN 2013. Além de apreciar toda a delicadeza desse belo trabalho, vejam que simpático o detalhe do coelhinho branco no bolso de seu casaco...
E não tenham dúvidas: desenvolver um produto saboroso, atrativo aos olhos e com a viabilidade econômica exigida pelo mercado é uma arte!
Como inspiração para nossos trabalhos, insiro aqui uma imagem que me encantou: uma escultura de açúcar feita pelo mestre confeiteiro francês Eric Lecoq, trazido pelo Senac para cursos e apresentações durante a FIPAN 2013. Além de apreciar toda a delicadeza desse belo trabalho, vejam que simpático o detalhe do coelhinho branco no bolso de seu casaco...
E não tenham dúvidas: desenvolver um produto saboroso, atrativo aos olhos e com a viabilidade econômica exigida pelo mercado é uma arte!

Nenhum comentário:
Postar um comentário