domingo, 21 de julho de 2013

Bem-vindos!


Olá!    

    É com um prazer muito grande que me coloco aqui em contato com vocês.
  Meu objetivo é que a gente faça deste blog um espaço de conversarmos sobre  o desenvolvimento de produtos alimentícios.
    A área de Desenvolvimento de Produtos é - e deve ser considerada por todos - uma área estratégica dentro das empresas. Na maioria das vezes é onde se originam as novidades que puxam as vendas para cima e impulsionam as empresas para frente. Daí se explica a forte tendência que os profissionais da área têm em limitar a troca de informações sobre o trabalho que realizam. Esse forma de conduzir o trabalho em P&D pode ser necessária, mas nem sempre é a mais vantajosa.
   Ao longo de minha experiência  profissional em desenvolvimento de produtos pude perceber que quanto mais informações eu trocava com as pessoas certas, menor era o tempo gasto para finalizar um projeto e mais certeiro o resultado. E quando eu digo “pessoas certas” incluo fornecedores, parceiros de empresas terceirizadoras e obviamente nossos colegas de empresa, sejam eles de nossa equipe ou de áreas afins.
    Iniciei minha vida profissional na área de Engenharia de Alimentos em uma empresa que tinha estruturado um laboratório de P&D, fazendo parte de uma pequena, porém digna de ser chamada equipe de pesquisa e desenvolvimento de produtos. Que escola! Lá fazíamos de tudo: análises sensoriais - desde o desenvolvimento da equipe de provadores até as análises propriamente ditas - avaliação de diferentes matérias-primas, desenvolvimento de formulações para novos produtos, estruturação do SAC no início da vigência do Código de Defesa do Consumidor, cuidávamos de assuntos regulatórios… Uma bela experiência! Até dentro de torre de resfriamento eu entrei para simular a absorção de umidade em biscoitos em ambiente de alta umidade relativa! (Lembra-se disso Chaw Chan Hua?rsrsrs)
    Passei também pela experiência de trabalhar numa das maiores multinacionais mundiais  começando lá sem ter essa simples estrutura, tendo que fazer o desenvolvimento de produtos na própria linha industrial. E agora mais recentemente passei pela experiência de trabalhar em uma unidade de negócios que estava sendo montada a partir do zero, sem ter estrutura nenhuma, tendo que criar e montar quase tudo e fazendo os desenvolvimentos de produtos junto com os fornecedores e também nos terceirizadores. Foi uma trajetória que fatalmente me levou a um caminho da abertura.
    A necessidade mostrou como a troca de informações pode trazer seus benefícios, e me deu o privilégio de poder sentir o quanto isso pode ser interessante e prazeroso. E é isso que eu desejo perpetuar por aqui.
    Ciente da importância da manutenção de informações estratégicas muito bem guardadas, não pretendo aqui tratar de formulações de produtos, mas sim sobre formas de se chegar a um bom resultado no desenvolvimento de um produto. Conto com vocês para essa troca de experiências. 
    Como inspiração para nossos trabalhos, insiro aqui uma imagem que me encantou: uma escultura de açúcar feita pelo mestre confeiteiro francês Eric Lecoq, trazido pelo Senac para cursos e apresentações durante a FIPAN 2013. Além de apreciar toda a delicadeza desse belo trabalho, vejam que simpático o detalhe do coelhinho branco no bolso de seu casaco...
    E não tenham dúvidas: desenvolver um produto saboroso, atrativo aos olhos e com a viabilidade econômica exigida pelo mercado é uma arte!






                                                                                                                      Sonia Broglio

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